O AMBIENTE EM QUE VIVEMOS – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

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Alessandra Gazzo Mascagni

Bruna Paiva Bueno Silva

Gisele dos Santos Siqueira Viana

Lilian Ariede Petinuci

Melquisedec Hergersheimer

1.  APRESENTAÇÃO

 

1.1.        Contextualização da situação-problema

 

O homem sempre se relacionou com o meio ambiente, alçando as primeiras sociedades, porém nas décadas de 60 e principalmente 70 houve uma nefasta degradação ambiental.

Em dezembro de 1952, na cidade de Londres, ocorrera uma catástrofe ambiental que veio a causar aproximadamente 4000 mortes. A partir desta catástrofe que se inicia o debate em relação à degradação ambiental, a qual faz surgir em 1968 o denominado Clube de Roma.

O Clube de Roma era uma reunião de cientistas dos países então chamados desenvolvidos, e tinha como objetivo o debate quanto ao consumo e as reservas de recursos naturais.

Alvo de intensas críticas o Clube de Roma enfatizava o controle do crescimento populacional nos chamados países de terceiro mundo, para que os países desenvolvidos pudessem dar continuidade a sua escalada produtiva industrial. Entretanto, os dados divulgados pelo Clube de Roma originaram o livro Limites do crescimento que apresentava em seu conteúdo dados alarmantes referentes a degradação ambiental.

O conteúdo apresentado serviu como base para a conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, denominada Conferência de Estocolmo e realizada em 1972, contando com a participação de 113 países. A conferência se pautou principalmente no tema da poluição causada pelas indústrias, mas, também abordou a questão da educação ambiental em seu relatório no princípio nº 19:

É indispensável um trabalho de educação em questões ambientais, dirigida tanto às gerações jovens como aos adultos, para expandir as bases de uma opinião pública bem informada e propiciar uma conduta dos indivíduos, das empresas, das coletividades, inspirada no sentido de responsabilidade quanto à proteção e melhoria do meio em toda sua dimensão humana. (Brasil, 2012).

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizou na década de 70 dois seminários sobre educação ambiental: Belgrado (1975) e Tbilissi (1977).

O seminário de Belgrado composto por especialistas em educação de diversos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), buscou ratificar a educação ambiental como o modo mais eficaz de reversão da degradação ambiental apresentada no mundo.

Por seu turno, o congresso de Tbilissi foi pautado na questão da educação ambiental, objetivando a segmentação dos acordos estabelecidos em Estocolmo (1972) e Belgrado (1975).

Vale ressaltar, que o Brasil participou da conferência de Estocolmo e não apresentou interesse quanto à degradação ambiental, posto que, apresentava a época uma economia em grande crescimento denominada milagre econômico.

A partir da década de 80 surge de fato a preocupação quanto à degradação ambiental. No Brasil são promulgadas leis, decretos e resoluções relativas ao meio ambiente, como a Lei nº 6.938/1981 em seu art. 2º, a Lei nº 7.347/1985 do Código Civil que disciplina a ação civil pública de responsabilidade sobre danos causados ao meio ambiente, bem como a Constituição Federal de 1988 que dispõe como responsabilidade de todos os cidadãos a preservação ambiental, e também trata da educação ambiental. Com isto o ordenamento jurídico da sustentação ao combate à degradação ambiental fornecendo subsídios para seu desenvolvimento e conservação.

Por sua vez, em 1992, ocorre no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio ambiente, denominada Rio92, tendo como principal objetivo a retomada e ampliação das questões ambientais. Inicia-se a partir desta conferência o entendimento sobre desenvolvimento sustentável, ou seja, o uso racional dos recursos naturais. Todavia, a conferência vai além e contempla diversos temas referentes a educação ambiental, conforme aponta Tozoni-Reis (2004, p.6):

Merecem destaque, nesse documento, a integração de disciplinas pela organização multi e interdisciplinar dos currículos, o desenvolvimento de método de ensino e, principalmente, a comunicação. O ensino básico é muito valorizado, entende-se que a universalização do acesso à educação básica é uma estratégia de promoção da equidade e compensação das disparidades econômicas sociais e de gênero.

O relatório desenvolvido na Rio92 afirma que a educação ambiental e direito de todos os cidadãos e ponto central de integração entre desenvolvimento e meio ambiente. Outros relatórios de grande importância foram elaborados na conferência como A Carta da Terra e a Agenda 21.

1.2.        Análise do tema

 

 

O Ministério da Educação (MEC) incluiu as questões ambientais no currículo escolar através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) sempre levando em consideração a localidade e associada às disciplinas básicas, a fim de tornar a aprendizagem mais significativa, desta feita a educação ambiental torna-se um tema transversal e interdisciplinar.

Diante dos estudos apontados e informações apresentadas em todas as conferências dispostas, a educação ambiental é a forma principal de reverter o quadro de degradação existente e, por tal fato, este tema educação ambiental requer nossa atenção.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) incluíram no currículo a educação ambiental como tema transversal, levando em consideração sua localidade. Tal ponto culmina no eixo de trabalho do nosso projeto, a localização da cidade de Itanhaém, que é uma estância balneária que sobrevive da pesca e do turismo, sendo assim, o tema educação ambiental vem de encontro às necessidade da localidade em questão.

Para tanto, devemos salientar que ao tratarmos de educação ambiental da relação homem-ambiente, devemos considerar os conhecimentos prévios existentes e, com isto, contemplá-lo com novas informações, conhecimentos e experiências para que haja uma relação constante entre aluno e a matéria abordada, além disto, que tais conhecimentos adquiridos, considerando as questões socioculturais, atinjam também a comunidade.

 

 

 

 

 

2.  JUSTIFICATIVA

 

Abordar-se-á o tema educação ambiental em uma localidade, cidade de Itanhaém, com uma biodiversidade imensa. Sendo que, a maioria dos munícipes prove seu sustento através do turismo e da pesca. Por consequência, a abordagem do tema é de extrema valia para o local, levando em consideração os conhecimentos prévios e agregando novas informações, conhecimentos e experiências.

 

 

3.  OBJETIVOS

 

3.1  Objetivo Geral

 

Aperfeiçoar o conhecimento existente quanto à educação ambiental e a relação homem-natureza.

3.2  Objetivos Específicos

 

Acentuar os conhecimentos prévios sobre a educação ambiental e adicionar novos conhecimentos e informações referentes ao tema em questão.

 

4.    PÚBLICO-ALVO

 

Alunos da 5ª série do ensino fundamental

I.

5. PRODUTO FINAL

 

Produção de vídeo com depoimentos dos alunos quanto ao desenvolvimento do projeto, exposição de brinquedos produzidos pelos alunos com material reciclado e oficina de produção de brinquedos, para comunidade escolar, pais e responsáveis, onde os alunos serão orientadores e multiplicadores do conhecimento adquirido.

 

II.

6.    ETAPAS DE REALIZAÇÃO COM SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

 

A primeira etapa consiste na apresentação do projeto aos discentes e realização de debate a fim de verificar o conhecimento prévio sobre o tema abordado. O professor, nesta etapa, atuará como mediador.

Por seu turno, a segunda etapa consiste na apresentação do vídeo intitulado “Um Plano para Salvar o Planeta” da Turma da Mônica, disponível em: https://youtu.be/L3zaoUaHJhQ. Após a apresentação do vídeo será realizado novo debate entre os alunos, neste o professor deverá atuar como moderador e orientador a fim de sanar qualquer dúvida existente.

Na terceira etapa teremos a produção de brinquedos utilizando material reciclado como garrafas pet e papelão. Os brinquedos e forma de produzi-los seguirão a proposta apresentada no vídeo intitulado “6 DIY Materiais Recicláveis | Brinquedos de Garrafa pet e papelão | do lixo ao luxo”, disponível em: https://youtu.be/-gwDXyx9tu4. Vale ressaltar que nesta etapa o professor deverá orientar e auxiliar os alunos no processo de produção dos brinquedos, ou seja, atuará orientando e auxiliando em todo o processo de ensino aprendizagem que ocorrerá nesta etapa.

A quarta etapa consiste na gravação do vídeo com depoimento dos discentes sobre o aprendizado adquirido durante a execução do projeto.

Já na quinta e última etapa será realizada a exposição do vídeo com depoimentos e brinquedos produzidos, bem como, haverá a realização da oficina de produção de brinquedos com materiais reciclados (garrafas pet e papelão). Nesta oficina os alunos orientarão os participantes (comunidade escolar, pais e responsáveis) quanto à produção dos brinquedos. A partir deste momento os alunos apresentarão, através da orientação de brinquedos, o conhecimento adquirido e, também, se tornarão multiplicadores da aprendizagem.

 

 

7.  RECURSOS

 

7.1 HUMANOS

 

O material humano constitui dos discentes, docentes, equipe de apoio, equipe gestora e pais ou responsáveis.

 

7.2 MATERIAIS

 

Garrafas pet, tampas de garrafas pet, tesoura, barbante, papelão, folha sulfite, cartolinas, cola branca, cola bastão, EVA (diversas cores), TNT (diversas cores), televisor com dispositivo de entrada USB, notebook ou computador, retroprojetor, display para retroprojetor, câmera filmadora, mesas e cadeiras.

 

 

8.  CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DO PROJETO DIDÁTICO

 

 

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
Item Atividade MÊS
Fev Mar Abr Mai Jun Ago Set Out Nov Dez
1 1ª Etapa X
2 2ª Etapa X
3 3ª Etapa X
4 4ª Etapa X
5 5ª Etapa X

*Devem ser incluídos os itens que forem necessários.

 

 

 

 

9.    AVALIAÇÃO DO PROJETO DIDÁTICO

 

Avaliação do respectivo projeto se dará de maneira contínua conforme realização das etapas, considerando a participação, conhecimento adquirido e auxilio aos demais colegas. Haverá recuperação contínua aos alunos que, por acaso, apresentem esta necessidade. Ao final das etapas, ou seja, do projeto será apresentada uma única nota de avaliação.

 

 

 

 

10.                 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 

A educação ambiental é um tema debatido desde a década de 70, porém no Brasil esta questão passou a ser tratada somente na década de 80. A Constituição Federativa do Brasil de 1988 acolheu a educação ambiental em seu artigo 225, inciso VI respectivamente:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essência à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

VI – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.

Todavia, educadores e ambientalistas não encontravam um consenso quanto ao modo e a estrutura necessária para a implantação da educação ambiental no plano de ensino.

Através da Lei nº 9.394/1996 que estabelece as diretrizes e base da educação nacional que encontramos uma legislação concreta neste sentido. Em relação ao ensino fundamental, o qual é tema central deste projeto, a seção III, da respectiva lei, em seu artigo 32 e incisos II, III e IV questões de extrema relevância para o projeto a quo:

Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:

II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta uma sociedade;

III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.

IV – o fortalecimento dos vínculos familiares, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Desta feita, percebe-se que a educação ambiental e sua aplicação no processo educativo constitui basicamente em um ensino interdisciplinar, que deve evoluir para a transdisciplinaridade e, com isto, gerando um processo de ensino aprendizagem que possa capacitar o cidadão.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) do Ensino Fundamental, na temática Meio Ambiente e Saúde, expõem claramente em seus objetivos que o aluno deverá obter a percepção de sua integração tanto de dependência quanto de transformação do ambiente. Através desta percepção o aluno será capaz de identificar os respectivos elementos e suas interações de forma a contribuir para a melhoria do meio ambiente.

“A transformação da sociedade atual em uma sociedade sustentável depende de uma educação que busque a formação para a cidadania e resulte em uma igualdade de riquezas e em boas condições de vida para todas gerações”. (Sader, 1992 apud Pelicione, 1998, p.29; Santos, 2005).

Por certo, que o projeto exposto em suas etapas atende a interdisciplinaridade e, podemos nos atrever, a demonstrar a transdisciplinaridade ocorrida nas disciplinas do quinto ano fundamental, posto que, as etapas apresentadas abordam questões relativas as disciplinas de ciências, geografia, língua portuguesa, educação artística, matemática e, também, há a possibilidade de enquadrarmos as disciplinas de história e educação física.

Por fim, a realização deste projeto está de acordo com a necessidade e a formação dos alunos do quinto ano fundamental, os quais se tornarão protagonistas do processo ensino aprendizagem.

 

 

REFERÊNCIAS

 

ALBANUS, L. L. F, ZOUVI, C. L. Ecopedagogia: educação e meio ambiente. Curitiba: InterSaberes, 2012. Disponível em: <https://unimes.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788582127537/pages/7>. Acesso em 28 jun. 2018.

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 07 nov. 2018.

BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, de 23 de Dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm> .Acesso em: 08 nov. 2018.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília.  Ministério da Educação. 1997.  Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/expansao-da-rede-federal/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12598-publicacoes-sp-265002211>. Acesso em 08 nov. 2018.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Meio Ambiente e Saúde. Brasília.  Ministério da Educação. 1997.  Disponível em: <https://cptstatic.s3.amazonaws.com/pdf/cpt/pcn/volume-09-1-meio-ambiente.pdf>. Acesso em 08 nov. 2018.

SANTOS, Maria Eduarda V. M. Uma educación para el desarrollo sostenible. Linhas de força de um projeto educativo que insere a construção da cidadania na construção do saber científico. In: Congresso Internacional sobre Ivestigación em la Didáctica de Las Ciencias, 7., 2005, Granada. Anais…Granada UAB, 7-10, set.2005, p.1-4.

 

 

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