Achados patológicos e imunoistoquímicos de cães infectados pelo vírus da cinomose canina

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Dissertação de Luciana Sonne

RESUMO: A cinomose canina é uma doença viral e afeta principalmente os sistemas respiratório; gastrintestinal e nervoso. O presente trabalho analisou 54 cães com cinomose de um total de 760 cães necropsiados no período de julho de 2006 a outubro de 2007. As lesões macroscópicas observadas eram caracterizadas por secreção ocular e nasal mucopurulentas; hiperqueratose dos coxins digitais; pulmões de coloração avermelhada e não colabados; atrofia do timo; conteúdo intestinal diarréico e evidenciação das placas de Peyer. Os achados microscópicos caracterizavam-se principalmente por pneumonia intersticial; rarefação linfóide; desmielinização da substância branca; manguitos perivasculares e corpúsculos de inclusão viral na mucosa do estômago; epitélios da bexiga; brônquios e bronquíolos; pelve renal; coxins digitais; pálpebra e orelha; no sistema nervoso central (principalmente em astrócitos) e em células mononucleares dos linfonodos; baço e tonsilas. O teste de imunoistoquímica foi positivo em 94;4% dos casos analisados. Os tecidos foram marcados pela técnica imunoistoquímica utilizando o anticorpo monoclonal anti-cinomose canina (VMRD) na diluição de 1:400. O coxim digital se apresentou como o órgão com o maior número de casos marcados positivamente (67;4%); seguido pelo estômago com 62;7%. A utilização da imunoistoquímica auxiliou na identificação do antígeno viral em diferentes tecidos e foi importante como diagnóstico complementar da cinomose canina.

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