Ação e doses dos inseticidas Lufenuron e lambdacialotrina no controle de Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae)

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Tese de Rosemery Ferraz da Silva

RESUMO: Visando obter informações que possam contribuir para o melhor entendimento da eficácia de controle da lagarta do cartucho do milho; empregando defensivos agrícolas com diferentes mecanismos de ação; em diferentes doses; desenvolveu-se o presente trabalho procurando verificar o período de ação e o local de deposição na folha de milho; dos inseticidas lufenuron e lambdacialotrina; aplicados em pulverização com barra montada. Semeou-se uma área de 5.700 m2 com milho (Zea mays) do cultivar AL 25; na Fazenda Piloto do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté. A pulverização dos defensivos agrícolas foi realizada aos 30 dias após a emergência das plantas; utilizando um trator com uma barra de pulverização de 12 m e pontas do tipo XR 8001 e XR 80015. O trator se deslocou a velocidade de 4 km/h numa parte da área e a 6 km/h na outra parte; de tal maneira que as subáreas receberam diferentes doses dos inseticidas; de acordo com a ponta utilizada e a velocidade de deslocamento do trator; obtendo-se 9 tratamentos. Após a pulverização dos inseticidas no campo; foi coletada a antepenúltima folha lançada de 10 plantas ao acaso em cada subárea; com 1; 5; 10 e 15 dias após a pulverização e levadas ao laboratório para a avaliação do número de lagartas sobreviventes. Ao chegar no laboratório; as folhas foram divididas em três regiões distintas: proximal; mediana e distal; em relação ao caule. Em seguida foi retirada a nervura central para evitar que se enrolassem. Partes das folhas foram colocadas em placas de “Petri” juntamente com 5 lagartas de 3º instar. As avaliações relativas à sobrevivência larval de S. frugiperda em todos os tratamentos; inclusive no tratamento testemunha; foram realizadas 24; 48; 72; 120 e 168 horas após a inoculação das lagartas. Cada época de coleta de folhas no campo foi considerada como um experimento separado. Os dados obtidos foram transformados em raiz quadrada de (x + 0;5) e submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade; segundo o delineamento fatorial com 9 tratamentos (M1; M2; M3; M4; K1; K2; K3; K4 e Testemunha); 3 regiões da folha (proximal; mediana; distal); 5 períodos avaliação (24; 48; 72; 120 e 168 horas) e 10 repetições. No campo; as avaliações foram realizadas 10 dias após a pulverização dos inseticidas; em 25 plantas por tratamento (5 por parcela); contando-se o numero total de lagartas vivas e atribuindo-se uma nota aos danos. Os resultados obtidos indicaram que: o lufenuron; independentemente da dose aplicada e da região da folha; tem atividade inseticida até os 5 dias após a aplicação; a lambdacialotrina; independentemente da dose aplicada e da região da folha; tem maior atividade inseticida até 1dia após a aplicação; nas primeiras 24 horas após a aplicação dos inseticidas a lambdacialotrina tem ação inseticida superior ao lufenuron; independentemente do tempo decorrido após a pulverização e do inseticida aplicado; são necessárias 120 horas de alimentação para a manifestação plena do efeito inseticida sobre as lagartas; a ação dos inseticidas independe da região da folha utilizada pelas lagartas; atingindo-as em todas as fases de desenvolvimento.

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