Absorção de fósforo por plantas de soja com o aumento do PH em Latossolos argilosos

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Dissertação de Carlos Alberto Viviani

RESUMO: A soja (Glycine max (L.) Merrill) é, atualmente, a principal “commodity” agrícola brasileira na pauta de exportação, tendo assumido o espaço tradicionalmente ocupado pelo café. O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, situando-se entre os EUA e a Argentina, com 27,2 % da produção mundial em 2005. No Brasil, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas, a cadeia produtiva da soja participa com aproximadamente 20 % do PIB do agronegócio, correspondendo a mais de US$ 35 bilhões ao ano (CONAB, 2005).
No Brasil, os custos de produção são 25% inferiores aos dos EUA (Embrapa, 2005a), porém cerca de 100% superiores aos da Argentina, que dispõe de cerca de 10 milhões de hectares para ingresso no cultivo com soja, praticamente sem necessidade de fertilizantes. Grande parte da área existente no Brasil, disponível para  incorporação ao processo produtivo de soja encontra-se em terras sob cerrado. Nestes solos, altamente
intemperizados, predominam latossolos ácidos, lixiviados, pobres em nutrientes, especialmente fósforo (P) disponível, são necessários elevados investimentos iniciais em corretivos e fertilizantes, bem como adubações anuais para se corrigir deficiências e desequilíbrios nutricionais que, geralmente, correspondem a cerca de um terço dos custos de produção de soja no Brasil.

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